sábado, 20 de setembro de 2014

Raridades em Quadrinhos em Niterói! O Museu dos Gibis no Jornal a Tribuna!

Pessoal olha o Museu aí nos jornais!
Obrigado ao Ruy Machado, ao Guilherme pela oportunidade da divulgação e a Camilinha que fez a propaganda para o Ruy!



Publicado em: 20/09/2014
Texto: Guilherme Peixe
Foto: Marcello Almo
As histórias em quadrinho habitam a mente e encantam muitas crianças em todo mundo. Mas não são só os pequeninos que gostam dos famosos gibis. Adultos e idosos leem, compram e até colecionam as revistinhas. O prazer nasceu quando eles ainda eram menores, mas com o passar dos anos o sentimento não mudou, pelo contrário. Aumentou e criou ainda outro, a busca pelos exemplares mais raros.
Quem olha para o bem sucedido contador Ranieri de Andrade, de 49 anos, pensa que ele é mais um daqueles homens de negócios que vivem e respiram trabalho. Mas não é bem assim. Apaixonado por histórias em quadrinhos desde criança, Ranieri montou o Museu do Gibis.
“Eu sempre gostei muito de gibis e sempre colecionei. Tive que parar um tempo, devido ao trabalho e estudos. Há quatro anos resolvi retomar, após um trabalho no meu curso de pós-graduação. Criei o negócio, apresentei na faculdade e deu certo. Então até hoje estou com o museu”, conta Ranieri.
Empresário e colecionador, ele possui hoje um acervo com mais de 60 mil revistas. As mais antigas são as de O Tico Tico, a primeira a publicar histórias em quadrinhos no Brasil, a partir de 1905. Nascido em São Gonçalo e morador de Niterói, Ranieri possui hoje uma casa somente para armazenar o acervo e gasta cerca de R$ 5 mil por mês com manutenção do local.
Entre todas as revistas do acervo de Ranieri, os exemplares do Gibi de São João, de 1942, feitas em edições especiais, são as mais valiosas. Segundo o colecionador, os preços variam de R$ 20 mil a R$ 25 mil. Sem falar de outras edições, como a revista do Superman número 1, datada de 1947, que são encontradas por R$ 3.500.
“Para mim é uma satisfação trabalhar com gibis, pois é o que eu amo. Acredito eu que esse é o sonho de todo mundo. Trabalhar com o que realmente gosta. Me dá prazer e me sinto totalmente realizado”, revela Ranieri.
Apesar do sucesso, o Museu do Gibis funciona somente pela internet, pelo endereço eletrônico museudosgibis.blogspot.com e da plataforma do Mercado Livre. Porém Ranieri tem o sonho de conseguir um espaço físico para o museu, em que tudo seja catalogado, acondicionado sob temperatura controlada e protegido da umidade e de ladrões.
“Queríamos montar um museu físico, mas é muito difícil. O investimento é muito alto e eu precisaria também de seguranças. Mas estou batalhando. Já me ofereceram espaços, mas geralmente os locais cedidos são prédios antigos, sem muita estrutura e isso complica ainda mais”, lamenta Ranieri.
Enquanto o museu físico não vira uma realidade, Ranieri se dedica às participações nas feiras de antiguidades no Centro do Rio de Janeiro, intituladas Confraria do Gibi. O local é utilizado para troca de informações, comércio e exibição das revistas. Além disso, ele está montando o primeiro site do Museu do Gibis.
“O objetivo é ter um local para discussão, eventos e outras atividades ligadas aos quadrinhos. Eles não possuem muito valor aqui no Brasil, e as empresas não apoiam. Mas com esforço a gente tem melhorado e conseguido certa visibilidade”, comemora Ranieri.



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