sexta-feira, 16 de junho de 2017

Estampas do Álbum O Guri 15 Dezembro 1946 a 15 Janeiro 1948!

Meu amigo Adriano Rainho inaugurou seu canal no YouTube com estas maravilhas!
Quando vi inicialmente cheguei a pensar que ele havia recortado as páginas das revistas Guri para retirar as estampas e montar o álbum.
Ele me confirmou que já adquiriu assim mesmo.
Como são imagens muitos raras e dificilmente o colecionador recorta suas revistas, resolvi publicar no Blog as imagens das 26 estampas que formavam a coleção de personagens que desfilavam pela revista Guri.
O meu amigo Sebastião Oliveira vai ter oportunidade agora de fazer o álbum para colorir das 26 estampas, porquê por incrível que pareça as estampas vinham nas revistas com a seguinte mensagem escrita na margem inferior "Colecione está estampa. Recorte pela linha pontilhada, dê colorido e cole em cartolina."
Nunca tive coragem!
Curtam as imagens de Heróis que você já conhece e outros que nunca viu!
Está é a memória dos quadrinhos!




























sexta-feira, 21 de abril de 2017

Eureka a Revista dos Quadrinhos! Editora Vecchi!

Tem revistas que não duram nas bancas de jornais, mais deveriam!
A Revista Eureka foi um destas!
Faz diferença você ter na redação de uma editora alguém que realmente goste e entenda de quadrinhos.
A diferença respondia por Otacílio de Assunção Barros (o OTA), que ficou mais conhecido por ser editor da MAD no Brasil do que pelo talento de desenhista  de quadrinhos e editor desta revista maravilhosa.
Foram somente 12 edições e 1 almanaque.
A primeira chegou as bancas em Março 1974 e a última em Janeiro de 1979.
A primeira grande diferença da edição era o formato (20,5 X 27,5).
O número de páginas variava de 68 a 82 páginas por exemplar.
Agora o que fazia diferença mesmo era o que a revista publicava!
Tivemos personagens clássicos, faroeste, ficção científica e pasmem: OBRAS DE ARTISTAS NACIONAIS! Flávio Colin com seu Vizunga, Jayme Cortez com seu Zodíako, Shimamoto e outros.
Havia uma seção chamada Eureka informa que trazia o cenário de lançamentos de novos títulos e informações sobre o mundo dos quadrinhos.
Algumas matérias muito interessantes assinadas pelo OTA como "As Tiras de Jornais no Brasil".
Também tinha a seção "Cartas de Eureka", onde podemos observar o nome de alguns ainda hoje ativos colecionadores de quadrinhos do Brasil.
Tinha também nas edições um editorial sempre que um novo personagem era lançado na revista. Estes editoriais eram informações sobre o personagem e seus autores, que para leitores que gostam de conhecer além das obras a história dos seus criadores era um atrativo a parte.
A coleção teve também edição "censurada" (a nº 1, e recolhida em decorrência de uma tira do FEIFFER). A tira trazia uma crítica ao presidente Nixon, o que um membro da família Vecchi entendeu que poderia ofender o regime de governo na época e trazer futuros problemas.
A tira foi substituída por outra e a revista levada as bancas.
A edição com a tira censurada não chegou as bancas, mas alguns exemplares foram "salvos" por membros da redação e encontram-se nas mãos de poucos colecionadores como o meu o meu amigo Luciano Lino (RJ) que tem um destes raros exemplares no seu acervo e que me ajudou com esta postagem.
Fica a dica para as editoras que ainda publicam no Brasil: Porquê não publicar revistas mistas com material Nacional e estrangeiro? Não seria uma forma de incentivar a produção nacional e criar um mercado de trabalho no País?
Com tantos talentos geniais porquê não "abrir" este mercado de trabalho?
Abaixo a capa das 12 edições!













segunda-feira, 20 de março de 2017

O Arco e Flecha do Tex nº 1 não é Lenda! Fim do Mistério!

Era início de 1971, morava então com minha família no Espirito Santo. Não me lembro se Fevereiro ou Março, lembro apenas que meu pai chegou em casa com uma revista do Tex (ele hoje tem 79 anos).
Me entregou a revista e junto com o exemplar um arquinho e flecha em uma sacolinha plástica.
Lembro apenas que disse, que depois ia ler.
Tinha 7 anos na época, era alfabetizado desde os 4. Naquela época na fazenda do meu avô, era comum ter professores para as crianças.
Se soubesse falar já ia para a escola da fazenda todos os dias.
Mas voltando a revista, peguei o brinquedinho e guardei juntamente com a revista.
Fazia isto com todas as revistas que meu pai me comprava.
Para ler mesmo era Tio Patinhas, Pato Donald e outras infantis.
Confesso que não li o Tex na época.
E desde os anos 70 venho colecionando revistas em quadrinhos.
Antes comprava para ler apenas o que gostava, com o passar do tempo passei a comprar de tudo e a querer completar as coleções.
Aí foi ficando pior, passei a querer conhecer as histórias dos desenhistas, personagens, etc...
Me aproximei dos maiores colecionadores do Brasil entre os anos 80 e 90.
Aí passei a entender das Revistas Guri, Globo Juvenil, Mirim, Lobinho e etc...
Passei a conhecer as editoras La Selva, Continental, Globo e tantas outras....
Interessante é que estas tribos não falavam de Tex, e eu confesso, nunca procurei muito saber.
Os gostos de quadrinhos foram ficando mais refinados, além de ter passado pela época dos fanzines onde muitas informações foram compartilhadas.
Fiquei um tempo longe dos quadrinhos. Estudar e trabalhar era preciso. Anos de faculdade e trabalho me afastaram forçosamente do meio.
Há 10 anos voltei, agora com a internet substituindo os fanzines.
Passei a comprar grandes coleções de quadrinhos. Comprei acervos dos maiores colecionadores do Brasil.
Revistas em quadrinhos sempre foram para mim o melhor investimento do mundo!
Vez por outra coloco itens raros a venda, e na semana passada, resolvi vender 3 destes itens.
Um deles era o exemplar de Histórias do Faroeste 22 com Tex, O Fantasma Voador do Correio Universal de 1937 e a Tex nº 1 com o arco e flecha.
Anunciei a Histórias do Faroeste e prometi se o leilão tivesse relativo sucesso colocaria a venda o Tex nº 1 com o arco.
Começou uma série de pessoas a pedir fotos do arco. Não entendi nada no momento, pois pensava que era raro mas que os colecionadores tinham em seus acervos.
Nem tinha ainda anunciado a Tex e me entra uma pessoa interessada no arco e me faz uma oferta fora do comum pelo arco, de pronto aceito. Ele me pergunta se pode pagar via Pay Pal, informo o email e em 10 minutos o valor está em minha conta.
Ele pede apenas que não divulgue fotos do artefato até que ele o tenha feito.
Regra muito justa pelo preço que pagou.
Nisto já estou recebendo mensagens do Brasil e do mundo para mostrar as fotos.
Digo que não pois assumi um compromisso com o comprador e palavra eu tenho.
Passo a ser chamado de mentiroso, e outras coisas mais pesadas ainda. Uns dizem que é lenda, outros que não existem registros do Arco, que não tinha propaganda na capa do Tex etc...
Para não me aborrecer com a má educação de alguns me afasto dos grupos de discussões e passo a entender o porquê de tanta frustração dos colecionadores em não ter visto foto do arco.
A Editora Vecchi quando lançou a Tex, era forte em fotonovelas e contos e ainda não tinha sua linha de quadrinhos consolidada.
Onde poderia ter aparecido propaganda do lançamento da Tex? Em sua linha de fotonovelas e contos, como Grande Hotel, Lucky Martin e outras....E não é que tinha mesmo?
Veio a segunda pergunta, de onde veio o arco? Examinando minuciosamente a peça vejo gravado "TROL". A Trol era uma famosa industria de brinquedos que pertenceu a um ex-ministro da fazenda chamado Dilson Funaro.
Bem se o brinquedo era fabricado pela Trol, deveria estar na coleção de alguns colecionadores de Brinquedos...E estava....Não como brinde da Tex, mas como item do catalogo de brinquedos da Trol de 1971 e 1972, junto a ele um outro item que as crianças gostavam muito a Zarabatana.
Resolvidos dois problemas:
1 - Teve propaganda do Arco;
2 - O Fabricante foi a Trol;
3 - Confirmado o catálogo da Trol de 1972 pela Laíse Rodrigues, esposa do amigo Toni Rodrigues.
Restava saber porquê em alguns exemplares estava colado na capa da revista, que ao ser retirado acabava causando danos ao exemplar....
Conversando com um amigo colecionador que teve também o arco ele disse que lembra nitidamente de ter comprado e o jornaleiro ter entregue o item separado.
Minha família teve bancas de jornais por muitos anos. Quando vinham brindes com revistas era comum alguns distribuidores colarem com fitas o item ao exemplar, pois se a revistas não fosse vendida teria que devolver os dois no encalhe do distribuidor. É uma suposição!
Outra teoria é que o arco não foi fabricado exclusivamente para a distribuição da Tex.
Obs: O catálogo de 1972 está personalizado com o Tex.
Por constar no catalogo ele era da linha de brinquedos da Trol.
Provavelmente foi comprada uma grande quantidade e distribuídos junto com as revistas. Parece ter havido uma parceria entre a editora Vecchi e a Trol. Ou será que teve licenciamento junto a Bonelli?
Em tempo as cores do meu arco era vermelho e branco, mas segundo meu amigo dos brinquedos era fabricados em versões multicoloridas (ele disse ter uma marron e branco).
Confirmado no catálogo de 1972 - Cores sortidas!
Porquê não tem fotos divulgadas do item?
Segundo ele o brinquedo é mesmo raro e quem tem não gosta de divulgar pois no meio desvaloriza o item pois é um brinquedo simples e fácil de se reproduzir.
Aí entendi porquê o pedido de não divulgar as fotos!
É estratégia de negócio! E a turma do Tex vai ter que pagar o preço valorado de um para ter um item e as fotos, sob o risco de desvalorizar o item após a divulgação.
Acreditem nos dinossauros! São antigos mas são sabidos!
Um adendo a postagem, a laise Rodrigues, esposa do meu amigo Toni Rodrigues, achou o catálogo, este posso divulgar com a autorização do Toni.
Falta o catálogo de 1971 que estou negociando. E mais 6 fotos que tirei do arco vendido.
Assim que o comprador divulgar, prometo postar aqui as demais fotos.








sexta-feira, 17 de março de 2017

O Fantasma Voador! Correio Universal Abril 1937!

Está é a capa de uma das revistas mais raras do Brasil!
Nada menos do que a primeira revista do Fantasma publicada no Brasil!
Antes deste álbum o correio universal publicou está história em fascículos que são tão raros quanto este exemplar!
Curtam a capa do espetacular exemplar!



segunda-feira, 6 de março de 2017

Capas Variantes da Ebal para a Coleção Série Sagrada! Monteiro Filho e Antônio Euzébio 1952!

Sempre a Ebal!
Em 1952, a Ebal buscando conquistar o apoio da igreja Brasileira dá inicio a publicações de revistas que futuramente dariam origem a coleção série Sagrada!
O interessante é que algumas edições (ainda não eram numeradas) tiveram capas desenhadas por dois dos maiores capistas da Editora na época: Monteiro Filho e Antônio Euzébio!
Cada um dos artistas deu sua interpretação para a mesma história!
Aproximadamente um ano depois (Outubro de 1953) a capa do Antônio Euzébio seria utilizada na edição nº 2 da Coleção Série Sagrada!
Curtam as belezas produzidas por estes excepcionais artistas!